Meu eu perdido.
Todo dia é a mesma coisa. Eu acordo, ainda deitada fico imóvel olhando para o teto. Não quero me levantar, não quero enfrentar mais um dia. Escovar os dentes, pentear o cabelo, tomar o café da manhã, ah… tudo é tão difícil. Não consigo me lembrar ao certo quando todas essas atividades simples se tornaram quase impossíveis. Então eu procuro algo na TV para assistir e não consigo me prender em 20 minutos de qualquer filme. Essas coisas ficaram entediantes. Nem mesmo os livros - que antes eram meus melhores passatempos - conseguem mais me entreter. Ando pela casa, não sei o que quero fazer. Não tenho fome, apenas sono. Uma espécie de tédio, um vazio pela qual não consigo me livrar. Então eu deito a cabeça no travesseiro, penso, penso, lamento e choro. E lembro em como as coisas eram diferentes, em como eu era diferente. E choro ainda mais. Deus sabe o quanto eu daria para ter uma vida ao menos normal, longe de toda essa dor que está me sufocando e eu não tenho ninguém para contar porque a...